domingo, 17 de agosto de 2008

Ciclos ou Seriação

Primeiro devemos ressaltar que trabalho em ciclos tem a ver com organização de um sistema de ensino e não uma metodologia. Segundo, que os ciclos não são todos iguais, existem variações quanto à forma de organização, avaliação, conteúdo escolar e aos objetivos, porém, algo lhes constitui uma identidade. No sentido dessa identidade, de acordo com Andréa Krug, podemos dizer que os ciclos buscam:1. corrigir a distorção idade-série, oportunizando aos educandos o estudo com seus pares na idade;2. a ruptura com as séries espremidas em anos letivos;3. o entendimento de que o ato de ensinar implica a correspondência ao ato de aprender,4. a prática avaliativa da condição da reprovação:implicando períodos menores(dois anos nos casos de ciclos de alfabetização), ou maiores (nove anos no ensino fundamental, em propostas mais ousadas), a predominãncia dos agrupamentos por faixa etária provoca que o ato reprovador seja protelado, em muitos casos, ou até abolido em algumas propostas mais radicais. Embora haja identidade entre as diferentes propostas de ciclo, é fato que existem diferenças entre as diferentes perspectivas (ciclos de formação, ciclos de aprendizagem, ciclos seriados, ciclos de alfabetização).No ciclo de aprendizagem a presença da noção de homogeneidade entre saberes e não saberes, o aluno somente avança para o ciclo seguinte quando assimila um conjunto básico de conteúdos proposto para o bloco de anos em que constituem os ciclos, aqui entendidos mais como etapas de aprendizagem, sendo que nessa modalidade o currículo já apresenta significativas variações em relação à estrutura curricular da seriação. Os agrupamentos podem ser modificados, o aluno pode ter uma turma de referência, na qual ele passa o maior tempo da semana, e durante 1 dia da semana, ou 1 semana do mês, ele participa de um outro agrupamento temporário com objetivos para áreas específicas de conhecimentos.

Nenhum comentário: