sexta-feira, 13 de maio de 2011

Escola lança projeto de prevenção ao uso de drogas


 Escola Municipal Gilberto Tanus Braz,  do bairro João XXIII, lançou  o projeto " Quem se informa não se droga ". Com a presença de dezenas de pais, alunos,  professores e convidados foram apresentados os principais pontos de atuação no projeto que pretende envolver a arte, cultura, protagonismo com a informação e orientação.

Idealizado pela diretora Wanderleia o projeto conta com o apoio do comércio local e dos programas PROERD e JCC desenvolvidos pela Polícia Militar. A proposta da escola é  mobilizar a comunidade escolar com palestras, eventos, cursos, encontros e muita animação. No lançamento dos trabalhos foi proferida uma palestra pelo Cabo Fabiano que abordou a problemática de forma dinâmica e espiritualizada.

Um comentário:

JOSÉ ANACLETO DE FARIA disse...

Existe algo de muito errado no trato dos problemas da cidade: “Já temos projetos, conselhos e associações demais”, disse-me um amigo.
Com relação ao problema das drogas, em 06.03.09, foi criado o Conselho Municipal Antidrogas – COMAD. Em 26.04.11, o Conselho Municipal da Juventude – COMJUV. Esses conselhos, que têm representantes do Poder Público e da sociedade civil, são suficientes. O desafio é colocá-los para funcionar. E funcionar dentro da lei!
Por que, em vez de cobrarmos providências dos Poderes Executivo, do Poder Legislativo e dos Conselhos Municipais (que são totalmente omissos!), preferimos adotar providências paralelas (reinventando rodas como AAMUR, APDM e outras)? Aldous Huxley escreveu em 1937: “Em maior ou menor grau, todas as comunidades civilizadas do mundo moderno são constituídas de uma pequena classe de governantes, corrompidos pelo excesso de poder, e de uma grande classe de governados, também corrompidos, pelo excesso de obediência passiva e irresponsável”.
Como está ficando difícil conviver com nossa omissão diante de tão graves problemas (e, felizmente, estamos descobrindo que somente rezar não é a solução!), procuramos adotar providências paralelas para tranqüilizar nossa consciência. Ou também apelar para drogas, bebidas e antidepressivos (sem qualquer trocadilho nefasto).
Por que as escolas e todas as demais instituições não cobram ações dos conselhos (COMUPLAN, COMAD, COMJUV, CME, etc.)? Por que não comparecemos às reuniões da Câmara Municipal às segundas-feiras? A explicação também nos é dada por Huxley: ”Em seguida vem o medo. Os homens sabem que suas existências são intoleráveis, mas receiam as conseqüências da revolta. A existência do senso de parentesco e solidariedade social constitui outra razão para que os povos tolerem o intolerável. Homens e mulheres sentem-se ligados à sociedade de que são membros – sentem-se ligados mesmo quando os governantes dessa sociedade os tratam mal”.
Com relação a drogas, tenho relativa consciência do problema, pois fui co-fundador da El Shaday e participei de seus trabalhos por aproximadamente sete anos. Ainda bem que não falei do Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/01), nem do arremedo de Plano Diretor de nossa cidade (Lei nº 3.377/06).
José Anacleto de Faria
(32) 8861-3361