domingo, 29 de junho de 2014

MURIAÉ TAMBÉM TÊM CAMPANHA PELA REFORMA POLÍTICA

Que o nosso modelo político partidário está falido isso todos sabem. O que muitos não sabem é que podemos reverter as distorções existentes através da Reforma Política. Tal mudança em nosso modelo representativo foi um dos clamores gritados pelas ruas do Brasil nas Jornadas de Junho passado. Milhões foram as ruas e colocaram a classe política profissional na parede.

De tudo que aconteceu do ano passado até agora o que mais configura como gesto concreto é a Campanha Nacional pela Reforma Política que acontece por meio da coleta de assinaturas para um projeto de iniciativa popular, nos moldes do projeto Ficha Limpa, que exige a tramitação do projeto da tão desejada Reforma . Paralelamente e concomitantemente a coleta de assinatura será realizado o Plebiscito Popular que exige uma constituinte exclusiva para discutir e aprovar a mudanças em nosso sistema político partidário. 

Dentre os tópicos defendidos pelo movimento destacamos alguns de grande importância;

1- Proibição do financiamento privado de campanhas políticas. Acabando com essa prática as fraudes em licitações e os famosos arranjos entre empresas e poder público ficam limitadas. Afinal, quem paga a banda escolhe a música e isso é altamente nocivo e favorece a corrupção.

2- Acabar com os senadores sem votos; Minas Gerais , por exemplo, possui dois senadores que não receberam um voto sequer da população. São suplentes, escolhido pelo poder de financiamento de campanhas ou por arranjos políticos. A luz da Reforma Política esse suplente deixaria de existir e assumiria o mandato, no caso de vacância, o segundo mais votado por estado.

3- Outro ponto que precisamos de debater e mudar é o modelo de coeficiente eleitoral. Um candidato eleito pelos votos conquistados por outro candidato, lançado como puxador de votos. É comum candidatos , nas eleições proporcionais, ser eleitos com votos de outros. Neste modelo, a vontade da maioria não é respeitada pelo fato do mais votado ficar fora e aquele que recebeu menos votos, ficar com o mandato. Tratá-se de uma distorção histórica que precisa ser corrigida.

Estes são apenas alguns tópicos que precisam de ser revistos em nosso modelo político partidário representativo. Para que isso aconteça é preciso que a população se mobilize e participe desta campanha pela Reforma Política. É preciso assinar o Projeto de Iniciativa Popular e também votar no Plebiscito Popular. Em Muriaé, o Comitê Popular Pela Reforma Política Pe. Agostinho Van den Broek será lançado oficialmente no dia 25 de julho, no Centro Pastoral da Paróquia São Paulo, na abertura do Curso de Férias, que tratará do tema: Fé e Política - Justiça e paz se Abraçarão .

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